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Americas Society Apresenta Alice Miceli: Projeto Chernobyl

Alice Miceli, Chernobyl Exclusion Zone, Radioactive Woods, Belarus, archival inkjet print, 2008. Courtesy of the artist and Galeria Nara Roesler.

Alice Miceli, Chernobyl Exclusion Zone, Radioactive Woods, Belarus, archival inkjet print, 2008. Courtesy of the artist and Galeria Nara Roesler.

September 17, 2019

Alice Miceli: Projeto Chernobyl

Em exposição na Americas Society de 9 de outubro de 2019 a 25 de janeiro de 2020

Com curadoria de Gabriela Rangel e Diana Flatto

Acesso exclusivo para a imprensa, por agendamento: 3, 4 e 8 de outubro, das 10am às 12pm.

Abertura da mostra: segunda-feira, 7 de outubro, das 6 às 8pm.

Assessoria de imprensa: mediarelations@as-coa.org | 1-212-277-8333

 
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Nova York, 17 de setembro de 2019 —A Americas Society apresenta Alice Miceli: Projeto Chernobyl, uma série de trinta radiografias produzidas entre 2006 e 2010 documentando os efeitos residuais da explosão da usina nuclear ucraniana em 1986. A mostra, com curadoria de Gabriela Rangel (diretora artística do Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires e ex-curadora e diretora de artes visuais da Americas Society, e Diana Flatto (curadora-assistente da Americas Society), é a primeira a apresentar o Projeto Chernobyl, da artista brasileira Alice Miceli (Rio de Janeiro, 1980) ao público americano.

Miceli desenvolveu um método de criação de imagens para capturar a contaminação ambiental resultante do desastre nuclear ocorrido em 26 de abril de 1986. Embora ainda exista radiação gama no ar, ela é invisível aos olhos nus e aos métodos tradicionais de fotografia que foram usados ​​para documentar as ruínas da região. Com sua inovadora técnica radiográfica, a artista torna visível a energia destrutiva através do contato direto entre a radiação e o filme, exposto na zona de exclusão de Chernobyl por meses.

“Em Chernobyl, onde a qualidade definidora do meio ambiente é a contaminação radioativa invisível, que se espalha, mas não é percebida pelos nossos sentidos, a questão do projeto passou a ser: 'Como ver e com que meios?'”, diz Miceli. “Vejo o ato de caminhar por espaços impenetráveis ​​como uma forma de resistência. Não estou condenando nenhuma das ações que criaram esses espaços; pelo contrário, é uma forma de reação que os confronta. Estou especificamente tentando acessar e oferecer um ponto de vista de dentro da terra que foi ocupada.”

O trabalho considera o nosso mundo de uma maneira nova, dentro da linha da fotografia documental e da abstração. “O trabalho da Alice Miceli é bastante incomum e raro nas narrativas da arte latino-americana”, diz Rangel. “Ela tem um nicho único em sua pesquisa sobre questões que afetam nosso corpo de maneira biopolítica. Ela é uma das poucas artistas preocupadas com (os efeitos da) militarização do mundo nos corpos e mentes das pessoas hoje.”

Os negativos radiográficos originais são apresentados como uma série completa em caixas de luz embutidas nas paredes da galeria escura. Além de uma instalação iluminada ocupando duas galerias, a exposição inclui uma seleção de fotografias documentais tiradas pela artista em viagens para a Zona de Exclusão de Chernobyl em 2008 e 2009, e uma entrevista em vídeo com a artista, incluindo imagens da localização das radiografias e descrições da pesquisa experimental que a levou ao formato de radiografia. Tanto tecnicamente quanto conceitualmente complexo, o trabalho de Miceli questiona nossas concepções de visão, memória e trauma.

“A obra de Miceli é hoje cada vez mais relevante para o Brasil, a América Latina e o resto do mundo”, diz Diana Flatto, uma das curadoras da mostra. “Ela levanta questões prementes sobre a energia limpa e o meio ambiente que vão além de um momento ou local específicos, numa época em que testemunhamos a destruição da Amazônia, o esgotamento dos recursos naturais e mudanças climáticas mais amplas.”

Em vez de registrar o momento histórico do desastre em Chernobyl, Miceli capturou a energia que perdura e assombrará a atmosfera da Bielorrússia e da Ucrânia por milhares de anos. Ela chama as áreas de sua pesquisa de “espaços impenetráveis”, onde documenta paisagens tornadas perigosas pela militarização e a industrialização.

A mostra Alice Miceli: Projeto Chernobyl revela as camadas que estão por trás do desastre nuclear — uma ameaça contínua à segurança humana e ambiental. Miceli questiona os contextos militar, econômico e político de paisagens danificadas como a Zona de Exclusão de Chernobyl, instigando um confronto com a história de nossa sociedade.

A exposição será acompanhada de uma publicação totalmente ilustrada, incluindo uma entrevista entre as curadoras e a artista.

A mostra Alice Miceli: Projeto Chernobyl foi possível graças a fundos públicos do Departamento de Assuntos Culturais da cidade de Nova York em parceria com o Conselho Municipal e ao generoso apoio da Galeria Nara Roesler.

Apoio adicional foi dado pelo fundo The Cowles Charitable Trust, pela fundação Garcia Family Foundation e pelo Consulado Geral do Brasil em Nova York.

A Americas Society reconhece com gratidão o apoio dos membros do Círculo de Artes das Américas: Estrellita Brodsky; Galeria Almeida e Dale; Kaeli Deane; Diana Fane; Isabella Hutchinson; Carolina Jannicelli; Vivian Pfeiffer e Jeanette van Campenhout, Phillips; Luis Oganes; Roberto Redondo; Erica Roberts; Sharon Schultz; Herman Sifontes; e Edward J. Sullivan.

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