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Americas Society Apresenta Muros de ar: O Pavilhão do Brasil na 16ª Bienal de Arquitetura de Veneza 

Fluid Landscape: encounter between human and natural ecosystems, 2018

May 28, 2019

 

Na Americas Society em Nova York, de 12 de junho a 3 de agosto de 2019.
Curadores: Sol Camacho, Laura González Fierro, Marcelo Maia Rosa e Gabriel Kozlowski, com apoio de Diana Flatto e Carolina Scarborough.
Press Preview: 10 de junho, 5:00 p.m.
Evento inaugural: 13 de junho, 6:30 - 8:30 p.m.
Contato para Imprensa: mediarelations@as-coa.org | +1 212-277-8333

Nova York, 28 de maio de 2019 —A Americas Society tem o prazer de apresentar Muros de Ar, o Pavilhão do Brasil na 16ª Bienal de Arquitetura de Veneza, com curadoria de Sol Camacho, Laura González Fierro, Marcelo Maia Rosa e Gabriel Kozlowski, com apoio de Diana Flatto e Carolina Scarborough.

Muros de Ar é um modelo de exposição de pesquisa que mapeia o Brasil contemporâneo para além de suas fronteiras, apresentando questões ligadas à inclusão social, transparência política e temas ambientais que têm impacto local, regional e planetário no curto prazo”, diz Gabriela Rangel, diretora e curadora-chefe de Artes Visuais da Americas Society.

Organizada por quatro arquitetos com uma abordagem interdisciplinar, a exposição explora os muros visíveis e invisíveis que construíram — e dividiram — o Brasil através da fragmentação social e ambiental do país. Em resposta ao tema da 16ª Bienal de Arquitetura de Veneza de 2018 — “Freespace”— a equipe de curadores do Pavilhão do Brasil decidiu mostrar como restrições espaciais e sociais impediram o Brasil de estabelecer uma esfera pública mais igualitária e democrática após seu projeto de modernização. A exposição resultante sugere que, para que um Brasil democrático seja construído, seus problemas atuais devem ser debatidos de todos os ângulos e por todos os cidadãos.

“Esta mostra é uma investigação sobre as causas das divisões espaciais que fragmentam a sociedade brasileira e os ambientes em que vivemos, em vez de uni-los. Desde problemas de imigração à formação de nossas fronteiras, cada um dos dez mapas traz à tona um tema específico que, segundo nossa visão, precisa ser discutido com urgência, não somente no Brasil, mas também em todos os países da América Latina”, diz Gabriel Kozlowski, um dos curadores da exibição.

Os curadores desenvolveram dez cartografias em formato grande que promovem a consciência crítica das barreiras espaciais e conceituais que resultaram dos processos de urbanização do Brasil e tornam visíveis os efeitos que esses processos tiveram no ambiente natural.

A pesquisa envolvida constrói um terreno comum e permite o desenvolvimento de um tecido democrático entre diferentes comunidades. Os mapas variam em escala de uma única cidade para todo o território brasileiro e sua relação não apenas com a América Latina, mas com o mundo em geral. Esse uso de múltiplas escalas sugere aos curadores que o primeiro muro a ser derrubado é o muro que separa a arquitetura de outras disciplinas. Muros de Ar é o resultado de uma pesquisa colaborativa com mais de duzentos profissionais das áreas de ciências sociais, artes visuais, geografia, direito, medicina e política, cujo diálogo tem a meta de construir uma ação comum. Um dos curadores, Marcelo Maia Rosa, acrescenta: “Grande parte da nossa exposição é um esforço de conscientizar a interdependência entre a arquitetura e outras disciplinas fora do universo arquitetônico.”

Desde o modo como o capital é distribuído no território brasileiro até a forma como o desmatamento no norte do país impacta a vida no sul, cada mapa ressalta um tema premente, enfatizando a necessidade de conceber a arquitetura como um meio de repensar os limites dentro de nossas cidades. Resultado da visualização de extensos conjuntos de dados de instituições nacionais e internacionais, incluindo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Polícia Federal brasileira, a NASA e a organização ambiental Global Forest Watch,  Muros de Ar propõe alguns dos primeiros passos para desafiar — e transgredir — esses limites.

“A exposição na AS/COA é uma oportunidade para expandir o diálogo que começamos no Brasil a outras regiões geográficas da América. Levar esta exposição de Veneza para os EUA significa aproximá-la de casa, onde as questões que discutimos são mais pertinentes e agudas”, diz a curadora Laura González Fierro.

“A Americas Society tem sido uma força influente na definição dos diálogos que ajudam a aproximar os diferentes países das Américas, e estamos felizes por Muros de Ar estar contribuindo com essa missão”, diz a curadora Sol Camacho.

A exibição Muros de Ar na Americas Society foi possível graças a fundos públicos do Departamento de Assuntos Culturais da cidade de Nova York e ao generoso apoio do Consulado Geral do Brasil em Nova York e da fundação Garcia Family.

A Americas Society reconhece com gratidão o apoio dos membros do Círculo de Artes das Américas: Estrellita Brodsky; Galeria Almeida e Dale; Kaeli Deane; Diana Fane; Isabella Hutchinson; Carolina Jannicelli; Vivian Pfeiffer e Jeanette van Campenhout, Phillips; Luis Oganes; Roberto Redondo; Erica Roberts; Sharon Schultz; Herman Sifontes; e Edward J. Sullivan.