Nova edição da Americas Quarterly: a "Maré Cinza" da América Latina já chegou
Nova edição da Americas Quarterly: a "Maré Cinza" da América Latina já chegou
A revista explora a dramática transformação demográfica da região e seu impacto na política, na economia e na vida cotidiana.
Leia o comunicado à imprensa em espanhol e inglês.
Nova York, 21 de abril de 2026 — “A América Latina está envelhecendo mais rápido do que qualquer outra região do mundo”, escreve Laurence Blair, autor da matéria de capa da nova edição da Americas Quarterly. A região “está nos primeiros estágios de uma transformação demográfica histórica, que parece destinada a remodelar a política, os negócios, as comunidades e a forma como as pessoas vão viver nas próximas décadas”.
Blair, um jornalista e consultor baseado na América do Sul, foi ao Uruguai para observar essa tendência mais de perto. No Uruguai, apenas cerca de 29.000 bebês nasceram no ano passado, abaixo dos 49.000 de uma década atrás, e as mortes superaram os nascimentos por seis anos consecutivos. Mas a história é regional: de acordo com a ONU, a taxa de fecundidade da América Latina caiu para 1,8 filho por mulher, abaixo do nível de reposição de 2,1, e abaixo de seis filhos por mulher em 1950. Se as tendências atuais se mantiverem, “as populações nacionais cairão em um terço no Chile e no Uruguai, um quarto no Brasil e um quinto na Argentina” até 2100.
"O principal desafio para a América Latina", disse Ernesto Revilla, economista-chefe para a América Latina no Citigroup, a Blair, "é que a região ficará velha antes de ficar rica." O artigo, intitulado “Maré Cinza”, explica que embora essa transição apresente desafios para os sistemas de pensões e as escolas, também oferece importantes pontos positivos. As mudanças demográficas estão impulsionando uma "economia prateada" em setores como saúde, robótica e turismo acessível, que deve atingir US$ 650 bilhões na América Latina até 2033.