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Inédita exposição em Nova York explora o design moderno da América Latina

January 26, 2015

Moderno: Design for Living in Brazil, Mexico, and Venezuela, 1940-1978
(Moderno: Design da vida cotidiana no Brasil, México e Venezuela, 1940-1978)
Em exibição na Americas Society de 11 de fevereiro a 16 de maio de 2015

Curadores convidados: Maria Cecilia Loschiavo dos Santos, Ana Elena Mallet e Jorge Rivas Pérez
Apresentação para a imprensa e recepção: quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015, 17h

Nova York, 26 de janeiro de 2015—O design moderno desenvolvido na América Latina em meados do século XX, um dos períodos mais inovadores da região, é o tema da mostra Moderno: Design for Living in Brazil, Mexico, and Venezuela, 1940-1978, (Moderno: Design da vida cotidiana no Brasil, México e Venezuela, 1940-1978) em exibição na Americas Society de 11 de fevereiro a 16 de maio de 2015, em Nova York. Organizada pelos curadores convidados Maria Cecilia Loschiavo dos Santos, Ana Elena Mallet e Jorge Rivas Pérez e acompanhada por um catálogo de capa dura totalmente ilustrado (Ed. Santillana), além de um simpósio internacional de um dia, a mostra apresenta, pela primeira vez, um conjunto de obras de arte que reflete o diálogo e a complexidade envolvidos na criação de interiores modernos na América Latina em um período de rápida modernização.

Analisando a tradição do design artístico e documentando a transição da arte à industrialização, Moderno reúne cerca de 80 peças únicas e objetos de uso doméstico produzidos em massa, incluindo mobiliário, cerâmicas, peças de metal, têxteis e material impresso, a maioria dos quais nunca foi exibida antes. A exposição fornece uma leitura transversal do panorama do design de cada país e uma janela para compreendermos a mente dos designers no processo de criação de ambientes da vida cotidiana que influenciavam,  mas também eram influenciados pelo design moderno internacional.

"Esta exposição mostra que, em meados do século XX, os designers latino-americanos estavam sintonizados com a evolução internacional da arquitetura e design, mas ao mesmo tempo, criavam ambientes da vida quotidiana que refletiam as tradições culturais dos indivíduos que iriam usá-los", diz um dos curadores, Jorge Rivas Pérez, designer venezuelano e historiador do design. "Rompendo radicalmente com conceitos pós-coloniais, os designers da região estavam produzindo interiores modernos que eram, ao mesmo tempo, locais e globais".



Protegidos dos efeitos devastadores da Segunda Guerra Mundial, Brasil, México e Venezuela entraram em um período extenso de crescimento econômico no fim dos anos 40 e 50, o que resultou na modernização das cidades e na extensa aplicação de linguagens visuais internacionais. Embora cada país tivesse características sociais, políticas e econômicas únicas, a modernização foi fervorosamente abraçada como um veículo para o progresso, e o design era promovido como um agente do desenvolvimento. Nesse cenário, a mudança começou nos lares, e o ambiente doméstico foi transformado em um laboratório para a experimentação de ideias modernas.

"O conceito de sustentabilidade foi cunhado na década de 1970, mas os designers latino-americanos foram pioneiros em estabelecer uma relação entre o material e o ambiente desde o início da década de 1940. Eles mantiveram um diálogo com as tradições internacionais, mas também desenvolveram sua própria língua", explica Maria Cecilia Loschiavo dos Santos, uma das curadoras da mostra que é filósofa e professora titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. "Nesta exposição mostramos o poder da paisagem doméstica na América Latina a partir da perspectiva de três países, observando com um olhar novo e aprendendo com as vozes reais de designers sobre as ideias de modernização que ocorreram no continente".

Moderno: Design for Living in Brazil, Mexico, and Venezuela 1940-1978 apresenta objetos dos designers Miguel Arroyo (1920-2004), Michael Van Beuren (1911-2004), Lina Bo Bardi (1914-1992), Geraldo de Barros (1923-1998), José Carlos Bornancini (1923-2008), José Zanine Caldas (1918-2001), Los Castillo (f. 1934), Gego (Gertrude Goldschmidt, 1912-1984), Cristina Merchán (1926-1987), Clara Porset (1895-1981), Nelson Ivan Petzold (n. 1931), Sergio Rodrigues (1927-2014), Cynthia Sargent (1922-2006), William Spratling (1900-1967), Don Shoemaker (1912-1990), Joaquim Tenreiro (1906-1992), Felix Tissot (1909-1989, Tecla Tofano (1927-1995), Pedro Ramirez Vásquez (1919-2013), María Luisa Zuloaga de Tovar (1902-1992), Seka Severin de Tudja (1923-2007), Cornelis Zitman (n. 1926) e Jorge Zalszupin (n. 1922).

"O design e a fotografia têm sido os pontos cegos do modernismo latino-americano, porque foram sistematicamente excluídos de mostras sobre as vanguardas na última década. Moderno é uma abordagem de estudo de caso imprescindível sobre o papel central do design como um laboratório das ideias progressistas e a engenharia social que moldaram os processos de modernização no Brasil, México e Venezuela no pós-guerra", diz Gabriela Rangel, curadora principal e diretora de Artes Visuais da Americas Society.

Montada com obras de coleções públicas e privadas, arquivos dos designers e fundações familiares, Moderno também explora o papel significativo das mulheres no design moderno da América Latina, e discute as políticas de desenvolvimento e os imperativos políticos que impactaram o design e seus mecanismos de distribuição. "No México pós-revolucionário o design era um projeto do Estado, uma maneira de incorporar a população indígena no sistema, seja psiquicamente ou simbolicamente", diz a mexicana Ana Elena Mallet, escritora e curadora independente especializada em arte contemporânea e design e uma das curadoras da mostra. "A tensão entre o design tradicional e o contemporâneo está presente no projeto do México ao longo de todo o século XX".

A mostra Moderno: Design for Living in Brasil, México e Venezuela, 1940-1978 é acompanhada por um extenso catálogo ilustrado que inclui ensaios pelos curadores convidados Luis Castañeda, Lourdes Blanco Fombona, Gabriela Rangel e Christina De León, bem como documentos inéditos e fotografias sobre a cultura visual e o design do Brasil, México e Venezuela nos anos 40 e 60.

Um simpósio internacional de um dia organizado pelo departamento de Artes Visuais da Americas Society em colaboração com os curadores convidados será realizado no dia 12 fevereiro de 2015, com a participação de acadêmicos de prestígio nas áreas de design e arquitetura, como Zeuler Lima, Patricio del Real, Luis Castañeda e a artista contemporânea Jill Magit. O simpósio vai examinar o design moderno da América Latina dentro de um contexto global, debatendo o papel do espaço doméstico como um lugar para se projetar novas ideias estéticas que tornaram possível o surgimento de uma classe profissional com aspirações democráticas. Uma série de programas abertos ao público, incluindo visitas guiadas e painéis de discussão, fornecerá uma visão mais profunda sobre os temas explorados na exposição. La Bauhaus y el México Moderno. El diseño de van Beuren (Bauhaus and Modern México. Design by Van Beuren), uma publicação de Ana Elena Mallet (Arquine, Cidade do México, 2014), com colaboração de Barry Bergdoll, será apresentada no simpósio. Móvel Moderno no Brasil (Brazilian Modern Furniture), um livro de Maria Cecilia Loschiavo dos Santos (Olhares, São Paulo, 2015) também será apresentado. Depois da temporada na Americas Society, em Nova York, a exposição viajará a outros locais nos Estados Unidos e exterior, incluindo o museu Blanton, em Austin, Texas.

A exposição Moderno: Design for Living in Brasil, México e Venezuela, 1940-1978 foi possível graças ao generoso apoio de: PRISA/Santillana USA; Mercantil; Ministério das Relações Exteriores/Agência Mexicana de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional (SRE/ AMEXCID), Conselho Nacional para a Cultura e as Artes (CONACULTA), Instituto Nacional de Belas Artes (INBA) e Instituto Cultural Mexicano de Nova York; Jaime e Raquel Gilinski; Mex-Am Cultural Foundation; Grupo DIARQ; Furthermore: a program of the J. M. Kaplan Fund; Colección Patricia Phelps de Cisneros; e Hotel Americano.

A exposição também é apoiada, em parte, por um prêmio dado pelo National Endowment for the Arts; the New York State Council of the Arts, com o apoio do governador Andrew Cuomo e da Assembleia Legislativa do Estado de Nova York; e por fundos públicos do Departamento de Assuntos Culturais da Cidade de Nova York, em parceria com a Câmara Municipal.

Crédito da imagem: Joaquim Tenreiro (brasileiro, 1906-92). Cadeira de três pés, ca. 1947. Madeira, 70 x 54.5 x 60 cm (27.5 x 22 x 24 in.) Coleção: R & Company, New York.

Informações para a imprensa: Adriana La Rotta | alarotta@as-coa.org | 1-212-277-8384.

PROGRAMAS

APRESENTAÇÃO PARA A IMPRENSA E RECEPÇÃO
Quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
17h

Os curadores convidados Maria Cecilia Loschiavo, Ana Elena Mallet e Jorge Rivas receberão a imprensa e estarão disponíveis para entrevistas. Logo após, haverá a abertura da mostra e uma recepção VIP.
Americas Society
680 Park Avenue, esquina da rua 68
Nova York, NY 10065

Veja o mapa

ABERTURA PARA O PÚBLICO:
Quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
19h
Americas Society
680 Park Avenue, esquina da rua 68
Nova York, NY 10065

Veja o mapa
Entrada gratuita

EM EXIBIÇÃO
De 11 fevereiro a 16 de maio de 2015
Horas:
De quarta-feira a sábado
Das 12h às 18h
Americas Society
680 Park Avenue, esquina da rua 68
Nova York, NY 10065
Veja o mapa
Entrada gratuita

SIMPÓSIO: A INVENÇÃO DO ESPAÇO DOMÉSTICO MODERNO NA AMÉRICA LATINA: DESIGN, ARTE E ARQUITETURA, 1940-1978
Quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Das 11h às 18h
Hunter College

695 Park Avenue, Prédio Norte
Sala 1527, 15 andar
Nova York, NY
Veja mapa
Entrada gratuita
Neste Simpósio Internacional de um dia, painelistas irão discutir o estado atual do design na América Latina, a influência do ambiente doméstico nesse campo, e estudos de caso sobre iniciativas de design empolgantes no Brasil, México e Venezuela. Entre os participantes do simpósio estão Luis Castañeda, Pat Kirkham, Zeuler Lima, Maria Cecilia Loschiavo, Ana Elena Mallet, Rodrigo Queiroz, Gabriela Rangel da Americas Society, Patricio del Real e Jorge Rivas.

VISITA GUIADA
Terça-feira, 17 de março, às 18h30

Cristina Grajales e o curador convidado Jorge Rivas liderarão uma visita guiada à exposição.
680 Park Avenue, esquina da rua 68
Nova York, NY 10065
Entrada gratuita para membros
US$ 10 para não membros

VISITA GUIADA
Quarta-feira, 22 de abril, às 18h30

Curador convidado Jorge Rivas liderará uma visita guiada à exposição.
680 Park Avenue, esquina da rua 68
Nova York, NY 10065
Entrada gratuita para membros
US$ 10 para não membros

Americas Society é a principal organização dedicada à educação, ao debate e ao diálogo nas Américas. A missão da organização, fundada em 1965 por David Rockefeller, é promover uma maior compreensão sobre as questões políticas, sociais e econômicas contemporâneas que a América Latina, o Caribe e o Canadá enfrentam e aumentar a consciência pública e apreciação do diversificado patrimônio cultural das Américas e a importância da relação interamericana. O programa de Artes Visuais da Americas Society conta com o espaço privado mais antigo dos EUA dedicado a expor e promover as artes da América Latina, Caribe e Canadá. Esse programa conquistou uma posição de liderança única e de renome no campo das artes, produzindo exposições históricas e contemporâneas.